Alternativa ao Monkey app: gênero e amigos sem assinatura

No Monkey, toda chamada de vídeo começa com 15 segundos na tela e só continua se os dois apertarem para ganhar mais tempo. A ideia é boa, e conversar desse jeito não custa nada. O que o app cobra fica em volta: a assinatura Monkey Plus guarda o filtro de gênero, os pulos sem limite, o app sem anúncios e até a mensagem para quem você já adicionou como amigo. No Veilr, pedir o gênero de quem aparece é grátis, e continuar também depende dos dois, pelo botão "Adicionar aos contatos"; a diferença é que, depois disso, a conversa não passa por assinatura. A chamada de vídeo começa na sala do alto desta página.

A parte que o Monkey acertou

Os 15 segundos com prorrogação a dois cortam o curioso que só olha e transformam cada minuto a mais numa decisão dos dois, coisa melhor que o "próximo" sem fim das roletas antigas. Em volta do vídeo, o Monkey montou uma rede social de verdade: cartões de perfil para deslizar, perfil com a música do momento, tags de interesse, lista de amigos, chat de texto e o Squad Chat em grupo. A entrada é um toque com uma conta de rede social, sem modo visitante, o mesmo princípio do Veilr. E o produto está vivo: a versão 7.68.0 para Android saiu em 24 de agosto de 2026, e o dono, o grupo chinês de transmissões ao vivo Huafang, declara mais de 300 milhões de cadastros.

Quanto custa o Plus: cada fonte diz um valor

Um preço oficial do Plus não dá para conferir de fora, e as avaliações não batem entre si. A AVG fala em US$ 13,99 por mês ou US$ 6,99 por semana; outros sites dão US$ 9,99 por mês para o Plus e, para o nível de cima, o Plus+, US$ 13,99 por sete dias ou US$ 27,99 por 30 dias. O valor muda com a região e a plataforma, e a renovação automática já vem ligada. Por cima da assinatura existe ainda uma moeda do app, as "bananas", gasta em presentes, em boosts e no Super DM.

Entre as queixas de quem pagou aparecem cobranças que a pessoa não esperava, assinatura paga que não foi ativada e reembolso difícil de conseguir.

O que fica dentro do Plus

O mais pedido está lá. O filtro por gênero e por localização é recurso de assinante, e nem assim é inteiro: segundo uma das avaliações, o Plus básico limita o filtro de gênero a 150 matches, e sem limite, só no nível de cima. Também ficam no Plus os pulos ilimitados, a tela sem anúncios e o contato com quem já virou amigo: mandar mensagem ou ligar para essa pessoa depende da assinatura.

Quem usa o plano grátis descreve a sensação de testar uma demonstração do pago: do outro lado, gente que pula sem nem dar oi, e limites que empurram para o Plus.

Por que não existe Monkey na App Store

Em novembro de 2019, uma investigação do Washington Post analisou mais de 130 mil avaliações da App Store de seis apps de chat aleatório (Monkey, ChatLive, Chat for Strangers, Holla, Yubo e Skout) e achou mais de 1.500 relatos de abordagem sexual indesejada. No Monkey, cerca de 2% das avaliações no iOS traziam relatos assim, com o app classificado para 12 anos. Depois da reportagem, a Apple subiu a idade mínima para 17; depois, o app saiu da loja e nunca voltou. A data exata não é pública, mas em julho de 2021 o alerta da Safer Schools, do Reino Unido, já dizia que o Monkey estava disponível só no Android.

Os avisos não pararam ali. O gabinete do xerife do condado de Geauga, em Ohio, fez um apelo aos pais, noticiado pela Fox 8, e organizações de proteção infantil como Protect Young Eyes, Internet Matters, Bark e SmartSocial publicaram alertas. A Safer Schools e a AVG relatam conteúdo explícito logo no começo do uso; no teste da AVG, dentro dos primeiros 30 segundos.

No Veilr, sem assinatura no meio

Monkey e Veilr, lado a lado

MonkeyVeilr
A chamada15 segundos, prorrogados só se os dois quiseremSem contagem regressiva: a conversa segue enquanto os dois ficarem
Em volta do vídeoCartões para deslizar, música no perfil, tags, Squad ChatTexto, voz e vídeo como formatos separados, e contatos
Escolher gêneroSó no Plus; no Plus básico, limite de 150 matches, segundo uma avaliaçãoPedido grátis; vira filtro rígido com Boost
Falar com quem você adicionouMensagem e ligação dependem da assinaturaChat privado grátis depois que os dois se adicionam
No iPhonePelo navegador; app fora da App StoreTambém pelo navegador; o app é só de Android
Tamanho21 a 24 milhões de downloads no Google Play, pela AppBrainServiço novo e bem menor

O Monkey tem uma mecânica mais esperta que a das roletas antigas e um dono com dinheiro para bancar infraestrutura. O Veilr não copia a contagem regressiva; aposta em deixar de graça as duas coisas que lá pedem Plus.

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Como começar

Para entrar, basta uma conta que você já tem (a tela de acesso lista quais servem); depois vem o perfil curto, respondido uma vez, com seu nome, seu gênero, a data em que nasceu e o idioma nativo. Aí é escolher Vídeo e tocar em Iniciar videochat. É só para adultos: contas cuja data de nascimento registrada dá menos de 18 anos não são pareadas.

Perguntas sobre o Monkey app

O Monkey app é grátis?

A chamada, sim. O Plus é pago, com renovação automática, e o preço varia por região e plataforma; as avaliações citam de US$ 6,99 por semana a US$ 27,99 por 30 dias, conforme o nível. No Veilr não há plano: texto, voz e vídeo são de graça, e o que se compra, Boost ou minutos de legenda, é compra avulsa, sem renovação.

Tem Monkey app para iPhone?

App nativo, não: a Apple tirou o Monkey da App Store e ele nunca voltou. A versão web funciona no navegador do iPhone e do computador. O Veilr também roda no navegador do iPhone, e no Android tem app no Google Play.

A quem pertence o Monkey hoje?

Nasceu em 2016, criado por Ben Pasternak e Isaiah Turner; a descrição no Google Play fala em cinco adolescentes de Los Angeles. A compra pelo HOLLA Group foi anunciada em dezembro de 2017 e fechada em fevereiro de 2018, e em 2 de junho de 2021 o próprio HOLLA foi comprado pelo Huafang Group e passou a se chamar Laksa. Nos dados do Google Play aparece a Oviedo Interactives Limited, de Hong Kong.

Por que tanta gente reclama de banimento no Monkey?

É a queixa mais comum: no PissedConsumer, o Monkey tem 2,5 de 5 em 28 avaliações, 65% negativas, com banimento sem explicação e cobrança sem devolução no topo. O sistema anti-trapaça também bane quem abre o app em emulador, como o BlueStacks. No Veilr, o que a máquina decide dura no máximo 30 dias; para banir de vez, é preciso uma pessoa, e o aviso conta de onde veio a decisão. Dá para recorrer por e-mail.

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